scottcalhoun.info
Hospedagem de arquivos em portugues do futuro
 

MUSICA UMA DEUSA UMA LOUCA UMA FEITICEIRA BAIXAR

scottcalhoun.info  /   MUSICA UMA DEUSA UMA LOUCA UMA FEITICEIRA BAIXAR
postado por Daniele

MUSICA UMA DEUSA UMA LOUCA UMA FEITICEIRA BAIXAR

| Rede

    Contents
  1. RESPEITA AS MINA (LETRA) - Kell Smith - SUAS LETRAS
  2. Rick e Renner – Ela É Demais
  3. Ela É Demais (part. Zezé di Camargo & Luciano e Chitãozinho)
  4. Rick e Renner - Feiticeira

Ela é demais. Quando beija minha boca e se entrega inteira. Meu Deus, ela é demais! Uma deusa, uma louca, uma feiticeira. Ela é demais. Clique agora para baixar e ouvir grátis RICK & RENNER RICCARDINHO CDs postado por riccardinho cds em 11/12/, e que já está com. Uma deusa, uma louca, uma feiticeira. Ela é demais. Quando beija minha boca e se entrega inteira. Meu Deus, ela é demais! Uma deusa, uma louca, uma.

Nome: musica uma deusa uma louca uma feiticeira
Formato:ZIP-Arquivar (MP3)
Sistemas operacionais: iOS. Windows XP/7/10. MacOS. Android.
Licença:Grátis (* Para uso pessoal)
Tamanho do arquivo:7.55 Megabytes


DEUSA UMA UMA FEITICEIRA BAIXAR LOUCA UMA MUSICA

Com expectativa. Xororó Rick e Renner - Vida Real part. Ela tem um brilho forte Brilha feito estrela Ah, eu adoro vê-la Fazendo aquele amor Que me enlouquece Me embriaga Me envolve inteiro E me faz prisioneiro Um louco sonhador Ela sabe me prender como ninguém Tem seus mistérios Sabe se fazer como ninguém Meu caso sério Uma deusa, uma louca, uma feiticeira Ela é demais Quando beija minha boca e se entrega inteira Meu Deus, ela é demais! Logo que ela se afastou, uma jovem mulher parou o carrinho de bebê perto da banca e se aproximou para examinar os óleos. Os cestos estavam vazios. A sala estava cheia de luz, como se cem velas estivessem acesas. No topo da pilha, estava Thomas, com 16 anos, um ano mais velho e uma cabeça mais alto do que Bess. Elas pareciam estranhas, como se de alguma língua estrangeira. Bess ficou impassível, olhando para ele. Conhece alguém que jogou fora um diamante? Em algum lugar do pomar, uma gralha lutava com um corvo. Procurou à sua volta por uma vara forte ou uma pedra pesada.

Clique agora para baixar e ouvir grátis RICK & RENNER RICCARDINHO CDs postado por riccardinho cds em 11/12/, e que já está com. Uma deusa, uma louca, uma feiticeira. Ela é demais. Quando beija minha boca e se entrega inteira. Meu Deus, ela é demais! Uma deusa, uma louca, uma. Zezé di Camargo & Luciano e Chitãozinho) (Letra e música para ouvir) - Ela tem um jeito lindo / De me olhar nos olhos Uma deusa, uma louca, uma feiticeira. Ela É Demais - Rick e Renner (Música para ouvir e letra para baixar) / Ela Uma deusa, uma louca, uma feiticeira Ver todas as músicas de Rick e Renner. Uma deusa, uma louca / Uma feiticeira / Ela é demais / Quando beija minha boca / E se entrega inteira / Meu Deus! / Ela é demais .

Vivi por 20 anos sem saber que cê existia Mas depois de perder você é difícil viver por 20 dias Agora quem vai me trazer paz e sossego? Eu no melhor estilo vagabundo… Sou muito preguiçoso pra ir ver se tem alguém melhor no mundo.

Pra onde eu devo ir? Me diga logo me diga logo O que é que eu faço? O que é que eu faço? Me diga logo O que é que eu faço? Ê, mas péra aê. Ê pra surdo ouvir, pra cego ver que este xote faz milagre acontecer. Ê pra surdo ouvir, pra cego ver Falamansa faz milagre acontecer. A culpa é sua por ter esse sorriso Ou a culpa é minha por me apaixonar por ele? Exagerado, sim Sou mais você que eu Sobrevivo de olhares E alguns abraços que me deu.

Só isso. Me apaixonei pelo que eu inventei de você. Que inclusive Faz o que? Um mês? Vídeo no YouTube. Fica pra depois O nosso encontro marcado O nosso reencontro Para reatarmos os nós.

Eu quero que você traga primavera onde for Eu quero que você seja feliz Que sua pele marcada pelas flores, brote onde você quiser. Eu vejo a vida melhor no futuro Eu vejo isso por cima de um muro De hipocrisia que insiste em nos rodear.

UMA UMA UMA FEITICEIRA MUSICA LOUCA BAIXAR DEUSA

Você tem dois pés Para cruzar a ponte Nada acabou! Bailando no ar Uh! Tente outra vez! Venha, desce daí Deixa eu te levar pra um café, pra conversar Te ouvir E tentar te convencer.

O que é que eu sei de mim? Vídeo oficial no YouTube. O que é que eu sei da vida? Se tudo que eu tenho Cabe em um desenho Quem foi que fez o tempo? Quem disse brilhe o Sol? Como eu pude um dia me apaixonar por você? Como eu pude um dia me envolver com alguém assim?

Video oficial no YouTube. Eu quero te falar, o que se passa aqui Eu quero retornar e se você deixar eu juro que. E o que eu errei prometo nunca mais errar E se você perdoar nosso amor Os nossos sonhos podem se realizar.

Dessa vez vou pensar só em nós E o que eu errei prometo nunca mais errar E se você perdoar o nosso amor Os nossos sonhos podem se realizar. Precisei de mil frases certas pra te conquistar E de uma só errada, pra te perder Eu levei tanto tempo pra te apaixonar E um minuto só perdi você.

Conhece alguém que jogou fora um diamante? Loucura, né? Burrice, né? Mas eu troquei. Como é que você faz um negócio desses? Beijinho gostoso ela me deu me deu Encaixou certinho no meu Beijinho gostoso ela me deu me deu Aí o moleque enlouqueceu. Beijinho gostoso ela me deu me deu Encaixou bem certinho no meu Beijinho gostoso ela me deu me deu Aí o moleque foi e enlouqueceu.

Antes do mar adormecer Você chegou como o luar Eu aluei enluarada Eu aluei enluarada. A força maior O amor verdadeiro Que para o tempo e tempo tem A coisa melhor O amor verdadeiro É sempre quando você vem. Quando me sinto só Te faço mais presente Eu fecho os meus olhos E enxergo a gente. Eu me pego pensando. Meu amor Eu vivo no aguardo De ver você voltando Cruzando a porta, parararara. Ela percebeu meu susto. Uau, você fez tudo isso sozinha?

Deve estar exausta. Apesar de tudo, ela me fazia sorrir. Ela deu de ombros. Mais uma vez, a menina parecia estar esperando por algo. Ofereci-lhe meu ancinho. Ela sorriu e o apanhou. Cutucou a terra de forma ineficiente, e seu rosto registrou surpresa ao ver o pouco impacto que causou. Ela tentou de novo. Olhe, assim. Ela riu, emitindo aquele som indômito e alegre mais uma vez, e fez como eu lhe ensinava.

Ficou evidente que ela aprendia depressa, logo havia encontrado um ritmo e fazia progressos lentos, mas constantes. Da janela, observei-a trabalhar. Nossa, que legal. Nunca pensei que você preparasse tudo sozinha.

Você fez todas essas coisas? Foi assim que começamos a discutir sobre os óleos e os incensos e os ramos de ervas e os sachês que eu produzia.

Expliquei como vendia os produtos em feiras ou, às vezes, para lojas. Tegan parecia fascinada, correndo os dedos por uma fileira de pequenos frascos de vidro azul, parando para cheirar uma cesta de lavanda que estava secando.

UMA FEITICEIRA LOUCA BAIXAR UMA DEUSA MUSICA UMA

Um pensamento lhe ocorreu. Pode me chamar de Elizabeth. Típico da Cornualha, talvez? Mais um dos caprichos dela. Em vez disso, eu me virei e fui lavar o copo na pia. Depois que ela partiu, senti um arrependimento irritante. Naquela noite, passei algumas horas preparando óleos novos. Eu pensava em Tegan. E em Margaret. Tegan provou ser mais resiliente do que eu imaginara e reapareceu no dia seguinte, como se eu nunca lhe tivesse dito uma palavra rude.

De fato, a garota se tornara uma visita frequente. Admito que acho sua sinceridade e seu entusiasmo encantadores. Tem muita vontade de aprender e me ajudou a organizar a bagunça nos fundos do quintal. Eu lhe dei um velho par de botas e luvas quentes. Confesso que estou permitindo sentir-me à vontade aqui, em Willow Cottage. A ideia era sedutora, e eu detestaria estragar tudo com excesso de cautela e zelo.

Expliquei que acreditava que aquele daria um excelente espaço sagrado. Depois da escola, Tegan veio direto do ponto do ônibus para a minha casa esta tarde.

Ela simplesmente deu de ombros. Escolhi um pequeno frasco azul de óleo de bergamota e voltei para perto da fogueira, agora apagada. Tegan parecia mal ter notado a minha ausência. Ela pegou o frasco, examinando-o por um momento, franzindo a testa, antes de erguer os olhos para mim. Finalmente, sorriu. Muito obrigada — falou. Tenho coisas a fazer.

No que eu estava pensando? Tegan chegou correndo à minha horta naquela tarde, com os olhos brilhando, a luz da alegria e do espanto irradiando dela. Praticamente saltou na minha frente, sacudindo o frasco azul debaixo do meu nariz com tanto vigor que precisei lhe ordenar que parasse. Você é simplesmente incrível. Como fez isso? Conteme o que tem aqui. O que mais você sabe fazer? Eu sabia, sempre soube. Simplesmente sabia que você era especial.

Havia alguma coisa Você sabe fazer feitiços de amor também? Mal ouvi o resto. Respire fundo e me conte, devagar e claramente, o que aconteceu. Bem, muitas, na verdade. Ontem e hoje. Posso ver isso agora. Era algo muito melhor! Como você sabia? Acho que devo ter dito alguma coisa sobre ela zombar de mim por causa de Michael.

As outras a imitam. Balancei a cabeça. Eu lhe dei óleo de bergamota. Só isso. Ela me ignorou. Mas nunca pensei, realmente A resposta para as minhas preces. Minha boca parecia estranhamente seca quando a abri para falar.

Aquilo teria de ser desfeito. Apenas algo para me livrar de Sarah Howard. Ela jamais poderia ter imaginado o impacto que suas palavras causaram em mim. Fiquei aliviada por ela estar momentaneamente impedida de me encarar, porque Tegan teria visto o medo em meus olhos. Eu subestimara perigosamente aquela menina. Se Tegan soubesse que provas estavam diante dela naquele momento Entreguei uma tigela que ela segurou, jamais desviando os olhos de mim. Elas fazem poções com ervas.

Feitiços assustadores. Esse tipo de coisa. Ela assoprou a sopa na tigela. Abri a porta do forno e coloquei mais um pedaço de madeira no fogo. Puxei minha cadeira para me aproximar e gesticulei para que Tegan fizesse o mesmo enquanto ajeitava as almofadas às minhas costas para ter mais conforto.

Parecia cruel. Fechei meus olhos por um momento e fiz o possível para acalmar meus pensamentos em desordem. Havia apenas duas opções. A primeira era negar, dizer que era ridículo, fazer pouco caso de tudo, sem aceitar argumentos, e finalmente me distanciar em definitivo de Tegan. Essa era, certamente, a escolha mais sensata, mas me entristecia, porque teria de ser construída sobre mentiras e meias-verdades.

E examinar de novo os fatos que haviam me levado até ali. Abri os olhos. Uma história de magia, amor e perda. Uma história de como a simples ignorância provoca o medo e de como esse medo pode ser mortal. Você quer ouvir? Claro que quero ouvir — assentiu Tegan energicamente. E você vai ser capaz de ficar parada, quieta, e ouvir?

Ela assentiu de novo, lenta e deliberadamente desta vez. Naquele ano, a colheita foi boa.

RESPEITA AS MINA (LETRA) - Kell Smith - SUAS LETRAS

Ela arregaçou as mangas, e mechas escuras de cabelo lhe escaparam por sob a touca, colando-se à curva de seu pescoço quando se ergueu. Sua saia marrom chegava à grama recém-cortada, prendendo-se a pedaços de palha enquanto recolhia feixes de feno.

No topo da pilha, estava Thomas, com 16 anos, um ano mais velho e uma cabeça mais alto do que Bess. Ele arrumava o feno de maneira eficiente, deixando-o no formato exigido para resistir ao clima e aguentar os ventos de outono.

LOUCA MUSICA UMA BAIXAR UMA FEITICEIRA DEUSA UMA

O calor era exaustivo. Sua pele, ensopada de suor, estava suja de poeira e coçava por causa das sementes e da grama. Ela sentia o nariz e a garganta desconfortavelmente ressecados. Duas pessoas se aproximavam. Bess sorriu. A criança era um constante motivo de alegria para toda a família.

Isso se devia, em parte, à sua alegria de viver, sua beleza e sua risada doce, a que ninguém conseguia resistir. Mas também tinha a ver com os anos dolorosos que precederam seu nascimento. Anne abortara duas vezes, e dois bebês haviam sobrevivido ao parto, mas morrido em seus braços. Outro, um menino de rosto rosado, do qual Bess ainda se lembrava, alcançara a idade de 2 anos, mas. Reunida, a família caminhou até um carvalho próximo e se acomodou sob sua sombra acolhedora.

Bess respirou fundo, saboreando o aroma dos bolos quentes. Margaret saltou, deliciada, dando cambalhotas desajeitadas para comemorar.

Os agricultores estariam em grandes apuros. Bess riu. Bess abriu os olhos e observou Margaret dançando sobre a palha. Por que eu desejaria que acabasse? Tanta liberdade. A vida é cheia de possibilidades. Quem devemos ser, onde e como devemos viver nossas vidas. Anne balançou a cabeça. Ter certeza de quem é. Elas diriam que seria uma blasfêmia desejar algo diferente do que Deus escolheu para você.

É o William da Bess! O rosto de Bess ficou vermelho. Todo mundo sabe. Dois cavaleiros seguiam a trilha estreita entre os pastos e a floresta. O segundo homem montava um cavalo comum, mas forte.

Embora os dois estivessem ainda distantes, Bess podia reconhecer claramente o rosto jovem e sincero de William. O olhar de Bess se desviou para o homem mais velho.

Rick e Renner – Ela É Demais

Gideon Masters. Todos sabiam quem Gideon era, mas Bess duvidava de que alguém de fato o conhecesse. Gideon falava sem olhar para o seu senhor, fazendo gestos todo o tempo, indicando isso ou aquilo na floresta. Como sempre, Bess achava aquele homem estranhamente fascinante. Era assim com Gideon. Naquele momento, Gideon, como se sentisse que estava sendo observado, olhou diretamente para Bess. Mesmo com uma boa distância entre eles, Bess tinha certeza de que ele olhava dentro de seus olhos.

Bess percebeu outro par de olhos perscrutando-a. O trabalho da tarde correra bem, e a família inteira dedicara seus esforços em terminar as tarefas. Longas sombras os seguiam pela floresta, e o que restava do calor do dia se dissipava no cair da noite. Enquanto caminhava, Bess deixava que seus ouvidos se concentrassem além dos galhos que estalavam e das pedras que rolavam, para poder discernir o suspiro distante do mar.

Thomas e John apanharam os baldes enquanto as mulheres entravam em casa. O casebre tinha apenas um andar, com uma sala principal, um corredor, um cômodo que servia como quarto para toda a família e a leiteria. Ali, a temperatura era mantida baixa com o uso de pedras pesadas, sobre as quais a manteiga era colocada, enrolada em pedaços de musselina.

Prateleiras de madeira abrigavam os queijos que estavam para secar. Nesse aspecto, a leiteria era igual a qualquer outra nas proximidades. Apenas a parede dos fundos e suas prateleiras resistentes eram diferentes do lugar-comum.

Ali, ficavam ramos de ervas firmemente amarrados, pendurados no teto. Embaixo, havia cestas com tecidos de odor pungente. Dentro de cada recipiente, um preparado que Anne inventara, feito com receitas que só ela conhecia e que mais tarde ensinara a Bess.

Ela É Demais (part. Zezé di Camargo & Luciano e Chitãozinho)

Potes de mel, das colmeias de John, estavam a postos para tratar de ferimentos que eram difíceis de curar ou salvar a vida de crianças depois de doenças. Margaret foi apanhar os pratos de estanho enquanto Bess levava uma jarra até a leiteria.

Parou por um instante, para permitir que seus olhos se acostumassem com a penumbra. Como adorava aquele lugar. Sabia que tinha muito a aprender e, às. Depois de ajudar a tirar a mesa, John se sentou perto da lareira com seu cachimbo.

Thomas foi para fora cuidar dos animais antes de ir dormir. Tentou se concentrar no bordado. A luz fraca da vela a forçava a apertar os olhos para enxergar a linha fina, e o esforço começava a fazer sua cabeça doer. As velas na mesa começaram a faiscar. Anne se assustou e levantou-se de um salto. Margaret deu gritinhos de alegria. A sala estava cheia de luz, como se cem velas estivessem acesas. As chamas se erguiam altas sobre a mesa, ameaçando atingir o teto.

O ar estava pesado com o cheiro forte dos pavios queimados. John apanhou uma brasa na lareira e reacendeu as velas. Uma batida urgente na porta assustou Bess de tal forma que ela deixou cair. John abriu a porta para receber um garoto de cerca de 12 anos, com o rosto vermelho. Ele praticamente caiu para dentro da sala, arfando acentuadamente. Que demônio o persegue? Ela me pediu para lhe dizer que precisa da sua ajuda.

Bess se levantou. Ela viu os pais trocando olhares preocupados. Se ela precisava de ajuda, as coisas deviam estar bem ruins. Anne entrou rapidamente na leiteria e voltou carregando sua bolsa. O lar dos Prosser era uma bonita casa de madeira, no fim da rua principal. Ela se orgulhava de ter mobiliado seu novo lar com itens de qualidade e modernos e, ao mesmo tempo, mantido a simplicidade.

Era algo difícil de realizar com sucesso, particularmente quando as mercadorias de seu marido chegavam de terras distantes: as rendas mais finas, o linho mais precioso, as louças mais lindas de Veneza e a prataria da Espanha. Os resultados eram impressionantes, embora deixassem de lado um pouco a modéstia. Bill Prosser estava orgulhoso do que alcançara e ficava feliz ao ver a esposa decorar a casa de acordo com.

Ele ficava mais feliz ainda ao ver suas filhas bem casadas. Tanto ele quanto a senhora Prosser sabiam muito bem que seus genros estariam além do alcance de suas filhas alguns anos antes, mas a sociedade tem a memória encurtada pela riqueza.

E também as desconhecia o imensamente perigoso momento do parto. A cena que Bess viu no quarto da jovem Sarah foi de pânico e de dor. Anne se aproximou rapidamente da janela, abrindo-a. Deixe-me fazer isso. Mary levou Anne para o canto do quarto e falou-lhe em voz baixa, embora tivesse que a elevar de quando em quando por causa dos gritos de dor da moça. Anne assentiu, ouvindo atentamente o que a velha senhora tinha a dizer. Bess achou que a própria Mary parecia estar à beira de um desmaio.

É como Mary diz. Precisamos movê-lo para que ele consiga encontrar a saída. Ela mal havia terminado a frase quando um forte espasmo sacudiu o corpo de Sarah. A moça deu um.

Por um momento, pensou que fosse conseguir; mas, quando a criança parecia pronta para iniciar o processo do nascimento, tornou a se virar para cima e para o lado. Anne insistiu. Bess estava assombrada por ver como o corpo inteiro da moça parecia tomado por uma força invisível.

Uma força que deveria estar ajudando o nascimento do bebê, mas que, em vez disso, parecia estar apenas apressando sua morte. Anne falou suavemente com Mary. Ela se virou para Bess. Anne e Mary examinaram cuidadosamente. Faça exatamente o que eu lhe disser, nem mais, nem menos. Só você pode fazer isso.

Ajudara nos partos dos cordeirinhos. Anne as enxugou com linho limpo e as esfregou com óleo de lavanda. Ela assentiu com a cabeça para Bess. Bess olhou para a jovem que estava deitada à sua frente.

Seu peito arfava com o esforço e a dor do parto. A Velha Mary praguejou baixinho. A senhora Prosser começou a soluçar.

Anne olhou firmemente para Bess. Passe os dedos por sobre o osso. Vou ajudar você pelo lado de fora, mas você deve virar o bebê de forma que a cabeça fique para baixo.

A Velha Mary se aproximou para sussurrar ao ouvido de Anne, mas suas palavras eram audíveis a todos. Uma aterrorizante imagem cruzou a mente de Bess. Depois de lutar durante horas, ele desistira e mandara Bess até a leiteria, para buscar o ferro de pendurar os queijos.

A vaca morrera no dia seguinte. Bess tentou afastar aquela imagem da mente. Precisava ficar calma. Bess redobrou seus esforços, afastando a ideia de que poderia machucar a. Anne também notou. A moça estava fraca demais para gritar e só conseguiu emitir um gemido assustador. A Velha Mary se aproximou. Um menino!

Anne examinou a criança, que protestou aos gritos, para o alívio de todos no quarto. A Velha Mary sorriu, um sorriso sem dentes. Sarah beijou o alto da cabeça de seu filho, seu rosto transformado. A sombra da morte desaparecera e fora substituída pela alegria da vida.

Ela ergueu os olhos para Bess. Se fosse o sorriso de qualquer outra pessoa, poderia se dizer que denunciava orgulho. Ela balançou a cabeça. Quando Bess atingiu o limite das pastagens, hesitou.

UMA FEITICEIRA MUSICA LOUCA UMA BAIXAR UMA DEUSA

Aqui as coisas eram ocultas e secretas. Era um lugar de fadas, duendes e ninfas da madeira. Bess flagrou-se dando passos cautelosos enquanto entrava cada vez mais profundamente na floresta. Inclinou-se para colher o musgo espesso como a pele de um lobo preso a uma rocha à sombra. Ela o depositou cuidadosamente no fundo de sua cesta e continuou.

Em um abrunheiro, encontrou líquen prateado em abundância. Uma sutil mudança na energia. Eram grunhidos e barulhos animalescos e rudes. Bess agora podia ouvir claramente suspiros e gemidos. Um movimento logo à frente a fez parar.

Rick e Renner - Feiticeira

O que viu a assustou. Estavam em pé, a moça pressionada contra um freixo, o homem de costas para Bess. Estava prestes a se virar e deslizar silenciosamente de. Bess abriu a boca para gritar, mas conteve-se. Procurou à sua volta por uma vara forte ou uma pedra pesada. Naquele momento, ouviu gritos vindos de um caminho a oeste, mais interno na floresta.

O homem os ouviu também e se virou para olhar sobre seu ombro. A moça ouviu as vozes de seus possíveis salvadores e os chamou.

Colocou um dedo sob o queixo da moça e ergueu seu rosto. Gideon se encaminhou para o leste, mas depois hesitou. Ouviu quando ele se virou novamente e fugiu pela mata. Ficou onde estava, mas observou por entre a folhagem a tempo de ver as pessoas que procuravam a moça encontrarem-na.

Reconheceu a família de ciganos que passara pela aldeia alguns dias antes. Estava ao alcance da luz do sol, à beira da floresta, quando Gideon pulou na sua frente, bloqueando sua fuga. Instintivamente, ela recuou, mas depois a raiva lhe deu coragem. Estava certo de ter visto você. Por quanto tempo você esteve assistindo, hein? Bess se amaldiçoou por ter abandonado sua cesta como uma criança assustada.

Gideon se aproximou. O calor de seu corpo era claramente perceptível e exalava um odor de terra. Sei o que você fez. Gideon sorriu. Você pretende correr para casa e contar o que viu? Ele colocou o dedo debaixo do queixo de Bess, exatamente como fizera com a moça. Bess quis afastar o rosto, mas ficou presa ao olhar dele. Cerrou a mandíbula, resistindo ao curioso redemoinho que começara a agitar seus pensamentos.

A voz de Gideon a atingiu como se através de um nevoeiro de novembro. Bess passou por ele, de cabeça baixa. Apesar de tudo, ela se virou e depois parou. Gideon estendeu-lhe a cesta, transbordando com os musgos mais verdes e os líquens mais delicados. Mas como? O vilarejo de Batchcombe era, de fato, suficientemente grande para ser chamado de cidade, mas as lembranças das famílias que habitavam o lugar eram longas e demoravam a mudar, e por isso ainda era referido como vilarejo.

Como tal, era bem-suprido de lojas e serviços. Havia cervejarias mais do que o suficiente para saciar até mesmo a sede gigantesca de depois de uma colheita. Havia dois açougues, uma padaria bem-frequentada, uma forja de ferreiro e uma alfaiataria.

Esses estabelecimentos ficavam arranjados ao longo de ambos os lados da larga rua principal, que abrigava ali mesmo a feira semanal, aonde toda a gente vinha para vender seus produtos.

No centro da rua ficava o tribunal, um imponente edifício de pedra. Havia casas de pedra, algumas caiadas, outras de arenito marrom aparente. Havia casas feitas de tijolos e. Próximo a elas ficava um terraço escavado centímetro a centímetro na pedra.

Algumas casas eram cobertas de sapê ou juncos, enquanto outras ficavam protegidas da umidade de todos os invernos por telhas de pedra. Era justo dizer que Batchcombe mantivera-se como um retrato do fluxo corrente do século anterior. Quando Henrique VIII rompera com Roma e os mosteiros foram saqueados, Batchcombe olhou para o outro lado e nenhum forquilho foi levantado em protesto. O local que durante séculos servira de culto e casa dos monges foi estuprado, saqueado e profanado, restando apenas uma pilha íngreme de pedras.

Em contrapartida, o modesto templo no extremo sul da rua havia florescido. Fora modestamente construído em pedra, com a maioria de suas janelas em estilo simples.

UMA MUSICA BAIXAR DEUSA FEITICEIRA UMA UMA LOUCA

Bess gostava de frequentar o culto de domingo na igreja. Naquele dia, o sol estava a pino, em um céu sem nuvens, e o grupo animado trilhou o caminho seco até Batchcombe, desfrutando da perspectiva de um pouco de convívio.

Para Bess, essa era a oportunidade semanal de observar o povo da vila e ouvir as fofocas. Mesmo amando sua família como amava, Bess abrigava um desejo secreto por algo mais. Nesse meio-tempo,. Agora, porém, todo o evento era um assunto sombrio. Lamentavelmente, no julgamento de Bess. Bess estava disposta a aceitar a presença de Deus em sua vida e fazia o melhor para se comportar da forma que fora ensinada para agradar a Ele. Invejava aqueles que tinham uma fé verdadeira.

Ela via seus rostos radiantes quando rezavam ou cantavam nos bancos, os via acenar e sorrir quando o pregador as lembrava da benevolência de Deus e do Seu amor. Onde ele podia ser encontrado? Enquanto participava do hino de encerramento, Bess sentiu que Margaret a cutucava. Bess o viu corar quase tanto quanto ela naquele momento.

Lançou o olhar para baixo e depois lentamente o levantou de novo. Ele estava sorrindo para ela agora, fingindo cantar com vontade. Quando o serviço acabou, os fiéis começaram a sair lentamente. Ele deve ter vindo só para ver a nossa Bess. Os Gould frequentaram o culto da capela de Batchcombe Hall por todo tempo em que a grande casa existiu.

Duvido que na capela dele haja algo mais belo do que aquilo que o rapaz pôde contemplar no banco do outro lado do corredor, onde estava a nossa Bess. Bess fingiu indiferença, mas gostou da ideia do afeto de William por ela. Quando chegaram ao lado de fora, Margaret escapuliu, encontrando outras crianças para brincar, enquanto seus pais estavam concentrados em uma conversa com os Prosser.

Thomas rapidamente ficou entediado com os assuntos das outras pessoas e foi recostar contra um teixo à sombra. Bess notou Sarah exibindo seu novo bebê, agora com quase um mês de idade, e sentiu uma onda de orgulho. Ainda ficava maravilhada ao pensar no que conseguira fazer naquela noite.

No canto leste, uma madressilva que floriu tardiamente subia pelas paredes do adro, suas flores acetinadas repousando contra as folhas brilhantes da hera abaixo.

Ali ao ar livre, até mesmo o mais sóbrio dos vestidos era encantador e colorido. Uma garotinha corria por ali em azulvioleta, seguida por um garoto que vestia um conjunto da cor de cerejas esmagadas. Pobre da esposa que tem de suportar tal comportamento. Ah, bom-dia, Bess. Ela repreendeu-se silenciosamente por se aproximar demais antes de saber a identidade do pobre homem com os sapatos de fivela prateada.

Tome cuidado. Ela andou silenciosamente em torno do adro até chegar ao portal do cemitério. Bess pensou em passar direto por eles, mas parou quando discerniu o assunto da conversa.

O reverendo Burdock acenou a cabeça sensatamente. É nossa incumbência nos mantermos vigilantes. Eu esperava que depois da minha breve conversa com ele na feira de terça Entristece-me ver um homem inteligente, creio eu, afastando-se de Deus. William sorriu calorosamente.

Ele continuou a sorrir para ela. William correu ao lado dela, aparentemente imune à sua rispidez. Bess estava a ponto de dizer algo. Ela diminuiu o passo imediatamente para que William a acompanhasse e o brindou com um sorriso radiante. Sempre ocupado com os assuntos da política, é claro. Bess assentiu. Sendo ele o mais velho Bess gostou de ver suas expressões escandalizadas. Bess esperou até que estivessem fora do alcance de sua voz antes de continuar a conversa com William.

Você me viu? Acredito que o homem faria a floresta inteira em tocos se pudesse. Bess olhou para William. William parou de andar e ficou de frente para ela. Muito mesmo, tanto que ele pareceu consideravelmente mais velho, o homem substituindo o menino.

Você pediu a verdade. Bess sentiu que compensara ser paciente. Desceram pelo tortuoso caminho desde o topo do penhasco até que pisaram na areia. Bess e Margaret desabotoaram suas botas e as deixaram sobre uma pedra seca. Acima delas, as gaivotas voavam baixo, estridentes e ousadas. Uma ou duas desceram até a praia, saltitando por onde as meninas haviam passado, para ver o que conseguiam. Um caranguejo. Ela começou a rir e logo provocou Bess, que gargalhava alto também.

Margaret gritou ainda mais alto quando o pegou. Bess arrancou-o dela e deixou-o cair em sua cesta. Bess endireitou-se e observou-a ir, desfrutando do lazer e da simples felicidade do momento. Do outro lado do promontório, a praia se modificava. Bess deixou que o assobio das ondas na calmaria a embalassem em um suave devaneio. Era uma forma escura, distante demais para se distinguir.

Agora ela podia ver que era um vulto. Um homem, vestido em roupas pretas e com um chapéu de abas largas. As roupas sombrias, a estatura alta, os movimentos metódicos e confiantes. Era Gideon Masters. O que ele poderia estar fazendo ali na praia? Ela ficou paralisada. Recordou o que William dissera. Algo de ruim havia naquele homem. Era por isso que ela se sentia assim? Bess, venha agora!

Ela vislumbrou novamente a praia, parte dela mal ousando olhar, esperando ver Gideon apenas a alguns passos de distância.

Mas ele desaparecera. A praia estendia-se vazia diante dela. Ouviu Margaret chamando-a, mas continuou a busca, respingando através da espuma superficial, rastreando a praia e as rochas que levavam até o penhasco. Tentou se convencer de que Gideon deveria ter caminhado sobre a areia molhada. Parecia lógico. A terra estava começando a amolecer com as chuvas cada vez mais frequentes, mas os ramos continuavam segurando suas folhas, apesar de serem mais acobreadas do que verdes agora.

Bess e os outros trabalhavam com afinco no pomar. A colheita seria meticulosamente escolhida e espalhada em uma parte seca e arejada do celeiro.

Era um trabalho lento, mas o tempo investido renderia dividendos. Este trabalho que estamos prestes a fazer é importante. Bess começou a bater o pé, exasperada. Os ramos acima dela se abriram. Thomas olhou para baixo com uma careta. Bess suspirou.

Anne passou carregando outra cesta. Bess abriu a boca para protestar contra aquilo que a mandavam tolerar, quando, sem aviso, Thomas se precipitou ao seu lado. Repetiu seu nome, mas ele jazia imóvel. Anne correu até ele. Aqui, deixe-me chegar até ele. Margaret, saia do caminho, filha. Finalmente o rapaz gemeu e abriu os olhos. A família soltou um suspiro de alívio coletivo.

Fique deitado — disse Anne, acariciando sua testa. Olhou para John. Anne assentiu. Eles o levantaram suavemente, um braço ao redor dos ombros de cada um dos pais, e o arrastaram até o chalé.

Bess começou a segui-los, mas Anne falou: — Ajude Margaret com as frutas caídas. Entrem quando terminarem. Bess reprimiu o instinto de se sentir excluída.

Mas sabia que o trabalho devia prosseguir. Bess fez a sua parte, limpando gentilmente seu rosto. Banharam seu corpo todo e o vestiram com um pijama macio do pai. Devemos esperar com ele. Naquele momento, Anne olhou para ela. Margaret estava fora, recolhendo os ovos. John fora até o mercado de Batchcombe para vender os queijos. Anne e Bess trabalhavam em sua costura, de forma a ficarem mais perto de Thomas.

As duas mulheres correram para ele. Eu vou sair — disse ele, cambaleando à frente delas até a porta, alheio ao seu estado de nudez. Ela e Bess tentaram novamente persuadi-lo a voltar para a cama, porém sem sucesso. Ele estava vociferando agora, um fluxo de palavras incoerentes, como se estivesse falando com uma pessoa invisível na sala. Finalmente, girou a maçaneta e escancarou a porta.

Bess temia pelo que poderia acontecer se ele pisasse para fora, mas ele foi impedido de sair de casa. John atravessara a porta, guiando seu filho de volta para dentro. Descanse agora. Thomas parecia exausto de seus esforços e caiu em um sono profundo imediatamente.

O que é isso? Anne só conseguia balançar a cabeça, as palavras lhe fugiam por um momento. Ela entendia agora, embora ninguém houvesse dito claramente o que esperava ouvir. Reconhecera a verdade nela e sentiu mais medo do que jamais sentira em sua vida. Os habitantes da vila estavam morrendo. Muitos outros enfrentariam o mesmo destino, lento e doloroso. A peste chegara a Batchcombe. Havia vacas para serem ordenhadas, suínos a alimentar e dar de beber, lenha a ser reunida. Quando voltou para as vacas no curral, viu o pai acendendo uma fogueira.

Sobre ela, estavam empilhados os lençóis e fronhas usados na cama de Thomas da noite anterior, assim como todas as roupas dele. Naquela noite, estava deitada em sua cama improvisada no corredor e ouviu os gemidos tristes de Thomas no quarto ao lado.

Bess percebeu quando ela saiu. Empurrou a porta e entrou furtivamente no quarto. Ficou ao lado da cama de Thomas e o observou.

Ao som de sua voz, ele rolou. Um olho estava injetado, o outro, vermelho e estranho. É você? Fique sossegado. Eu temia Pelo quê? É só que Uma pessoa que conhece o medo e ainda assim consegue pensar nos outros, bem, essa é uma pessoa corajosa. Thomas olhou para ela, um sorriso torto distorcendo ainda mais seu rosto. Anne agarrou seu braço e a arrastou até a porta, empurrando-a rudemente através dela. Você sabe o que poderia ter feito? Ela desistiu de perseguir o sono e puxou Margaret para mais perto dela.

Em algum momento antes do amanhecer, Thomas começou a se lamentar, um ruído estridente de acabar com os nervos, que Bess sabia que a assombraria pelo resto de seus dias. Grogue pela falta de sono, Bess afastou as cobertas e se mexeu. Ela ouviu um grito estridente, alguns momentos antes de perceber que o barulho viera de si mesma.

Oh, meu Deus, o que foi que eu fiz? O que foi que eu fiz? Bess achou difícil acreditar que aquilo tudo que estava acontecendo pudesse ser real.

Certamente, era um pesadelo horrível do qual ela logo deveria acordar, ofegante e assustada, apenas para ser rapidamente acalmada e restaurada pela normalidade da vida cotidiana mais uma vez. Margaret jazia murmurando e suando em sua cama na sala, Bess a seu lado, enquanto Anne preparava o pobre Thomas para sua sepultura. Dentro dessa loucura, surgiu o som de uma carroça do lado de fora e um martelar brutal na porta.

Venha à sua porta! Anne apareceu da porta do quarto. Ela olhou para John. Marchou até a porta e gritou através dela. Podemos nos cuidar nós mesmos. Precisamos ver por nós mesmos e levar quaisquer corpos à vala.

John agarrou a extremidade da mesa da cozinha. Juntos, eles arrastaram o móvel pesado até que ele se apoiasse contra a porta. John inclinou-se sobre ele. Nós só voltaremos com uma ordem do governador e mais homens, você sabe disso.

Ele foi até a janela e observou por um tempo, depois falou com firmeza à Anne. Anne assumiu os cuidados de Margaret, enquanto Bess cuidava dos animais. Thomas estava morto e Margaret terrivelmente doente. Teria sido sua culpa? Teria ela mesma levado a doença de Thomas para Margaret?

Caminhando de volta para casa, viu seu pai cavando a sepultura de Thomas. Enquanto ela o observava, ele terminou a sepultura, uma ferida escura e barrenta no pomar gramado. Anne olhou para o marido.

Anne deslizou para o lado de Bess, e juntas elas o ergueram. No momento em que chegaram de volta ao chalé, os três estavam cobertos de lama. Anne e Bess colocaram John na cama. Anne envolvera Thomas firmemente em seu lençol. Em silêncio, contemplaram o montículo de terra à sua frente. A chuva corria livremente pelo rosto de cada uma, escorria pelas suas costas e pingava de cada bainha.

Mas nada veio. De que adiantava falar com Deus agora? Quando Bess alcançou o chalé, notou pela primeira vez a marca que os rastreadores haviam deixado na porta. Proclamava ao mundo que aquela era uma casa com a peste. E quem restaria para cavar sua própria. Bess sentiu que seu estômago ameaçava rejeitar até mesmo aquilo.

A luz irregular do fogo iluminava um lado do rosto, outrora belo, lançando sombras mortais debaixo de seus olhos. Em vez disso, olhou para Margaret. Ela dormia tranquilamente agora, enquanto, na cama ao lado, John gemia e se virava espasmodicamente. Com o repouso pode vir a cura. Diga-me que sim. Olhou primeiro para onde Margaret estava, depois virouse para Bess. Mesmo esses pequeninos movimentos pareciam envolver um esforço enorme.

Alguns vivem. Os fortes e os adultos. Os velhos e os muito jovens. Balançou a chaleira sobre o calor, depois foi até a despensa buscar mel. Ela o levou para Margaret.

Erguendo a criança sobre os travesseiros, falou-lhe em voz baixa. Seu pescoço estava deformado e inchado, e apresentava ínguas. E aqueles caroços horríveis, por sua vez, tinham uma massa de manchas vermelhas.

Sua pele estava começando a escurecer com o sangramento debaixo de sua superfície, que rendia à doença o apelido de peste negra.

Ele escorreu para fora. Ela tentou novamente. Desta vez, Margaret balbuciou, mas o sabor a agitou um pouco e a fez abrir os olhos avermelhados. Sei que pode Sua magia. Com expectativa.